A isto se chama destino: estar em face do mundo, eternamente em face (Rilke)
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Lançamento de A Caminhada ou O homem sem passado

O professor, jornalista e escritor Roberto Nicolato lança nesta quinta-feira (24/04), a partir das 21 horas, o romance de viagem "A caminhada ou O homem sem passado", na Universidade Positivo (Bloco azul). O evento ocorrerá após a abertura do 15o Encontro Nacional de Professores de Jornalismo e integra a sessão de lançamento de mais sete livros, todos de autoria de jornalistas e professores de várias regiões do Brasil. Veja no link a seguir  a relação e sinopse dos livros: : http://www.fnpj.org.br/noticia/15enpj-tera-lancamento-de-oito-livros-na-noite-de-abertura-867.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Como foi o lançamento na Livrarias Curitiba

O jornalista e professor Roberto Nicolato lançou ontem (20/11), na Livrarias Curitiba, Shopping Estação, o seu primeiro romance "A caminhada ou O homem sem passado" (Editora Blanche). Num bate-papo com amigos, alunos e jornalistas, ele contou sobre o processo de produção do livro e os novos trabalhos que estão em andamento. Fotos de Cláudia Bilobran.






segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O livro "A Caminhada..." será lançado na Livrarias Curitiba

O jornalista e escritor Roberto Nicolato lança, às 19h30, no próximo dia 20 (quarta-feira), o livro "A caminhada ou O homem sem passado" nas Livrarias Curitiba, no Shopping Estação. O primeiro romance do autor conta a história de um professor que vai em busca do seu passado ao percorrer as trilhas de civilizações pré-colombianas, no altiplano boliviano e nas cidades sagradas do Peru.  Essa volta no tempo, na medida em que o corpo avança pelo universo geográfico dos Andes, entre vales, montanhas e picos nevados, constitui-se num pleno exercício de memória, para que, assim, o personagem/narrador possa buscar o auto-conhecimento e a própria identidade.

Para saber mais:

http://www.entreverbos.com.br/?p=2909

sábado, 12 de outubro de 2013

Autoconhecimento e trabalho


“Nessa trilha,  juntam-se jornada de autoconhecimento e trabalho. A procura de uma compreensão mais profunda da existência e um mundo já dado como suportável. Calço sandálias confortáveis, seguindo o traçado do Rio Urubamba, entre cordilheiras e picos nevados. Talvez antes de mim, o Urubamba chegue por baixo, enredando-se aos pés das montanhas onde se encontra Machu Picchu — destino final desta viagem — até desaguar mais abaixo no Amazonas. Eu tomarei outro rumo, mais em direção ao alto das  montanhas, até alcançar a Porta do Sol, não sem antes beijar os céus numa altitude de 4,2 mil metros. Imagino que tudo não passe de um sonho”.                                             (Foto: Roberto Nicolato)


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Prefácio do livro "A caminhada ou O homem sem passado"







                               Um cara que sabe pouco de si




Às folhas tantas de A caminhada ou O homem sem passado, o narrador da história – cuja identidade custa a sair de dentro do bolo – avisa "não saber quem é". Conta isso com a maior pinta de desmemoriado, só que não. Pois é. Informação dada, impossível não roer as unhas e pedir trégua para tomar um ar. Dá nos nervos. Então é esse o pacto? – um protagonista que não podemos ter na palma da mão. Um baque.
Mas a canelada do autor faz um bem danado. O narrador nos priva do consolo das certezas, não sabe quem é, mas tampouco nós sabemos quem somos. Machuca um bocado ter de admitir isso, em especial para aqueles que já acumulam uns cabelos brancos nas têmporas, dor nas costas ocasionais e se acham na obrigação de arrotar alguma sabedoria.
Tudo fingimento. A vida é uma fantasia que a gente inventa, disse outro dia o poeta Ferreira Gullar. “De verdade” mesmo, só as joanetes. Somos ilustres estranhos e os anos vividos só fazem confirmar que somos uma tentativa frustrada de projeto positivista. Um mistério. E é para essa zona escura que Roberto Nicolato nos carrega, fazendo uso de uma das mais fascinantes formas de literatura – o romance de viagem. Ele nos oferece um passaporte – mas um passaporte para se perder, como no melhor das ficções de E.M. Forster e Paul Bowles.
Confesso que estranhei encontrar personagem tão etéreo – e entendo que a estranheza estava programada, feito taxa de luz que cai na conta corrente. Mas não estranhei que o autor Roberto Nicolato tenha criado alguém assim, ao vento. Para Nico, como é chamado pelos mais próximos, a tríade erotismo, exotismo, esoterismo é pura racionalidade. O extraordinário faz para ele o maior sentido. Quando viaja – nas palavras ou pelas estradas – nunca visita bocejantes cartões-postais. Antes, abre portas secretas, lê inscrições obtusas, puxa papo com seres chapados – essas figuras de Goya que passeiam pelas paisagens sem que prestemos atenção.
Nico jura que seu escrito não é autobiográfico, mas há tanto dele impresso em cada capítulo que já penso em convidá-lo em ser meu guia pela Bolívia – terreno da maior parte da trama. O problema vai ser voltar para casa impunemente. Impossível não passear por essas linhas sem deixar algum pedaço da gente enterrado nas margens do Titicaca.
“À guisa” de apresentação, o tal do protagonista é um homem atordoado pelas lembranças que lhe fogem. Segue pelo interior do Brasil, até chegar à Bolívia. Lá, embrenha-se pela mítica Tiahuanaco, um desses endereços da cultura Pré-Colombiana que, por pura preguiça, insistimos em ignorar. No caminho encontra figuras insólitas, cuja veracidade têm o status dos discos voadores. Não sabemos se são os deuses astronautas, holografias, partes de um sonho provocados por uma feijoada pesada demais. Tem-se a impressão de que lá pelas tantas o narrador vai acorda e se espreguiçar, comprar pão e revelar que caímos numa pegadinha.
Não é o que acontece, garanto. Roberto Nicolato está aqui não para enredar, mas para esgarçar o sentido da palavra viagem. Teve trabalho: cruza abismos da ficção e da imaginação, às vezes na pontinha dos pés. Nos mete medo. Por tabela, nos dá prazer. Não poderia fazer diferentes nesses anos do estranhíssimo século 21. Ao tratar de uma viagem, não teria como fazê-lo com tintas leves. Nem como nos levar a um lugar óbvio. Antes, a vertigem.
Nosso viajante não quer a Velha Europa e seus castelos, ou algum resort. Quer a Atlântida perdida. Quer o Centro da Terra. Quer ir a 1,5 mil anos antes de Cristo com uma passagem barata. Não procura a viagem tola do sexo casual, mas vai às últimas instâncias do afeto como ilusão, com folga o mais emocionante e o mais praticado. Tira de um roçar de mãos o big-bang. Mais. Não faz do inconsciente um conceito para o qual estamos adestrados, mas a maior e a mais perigosa das odisseias.
Com perdão ao uso de uma ideia amarelada à exaustão, como diria o formalista russo Victor Shklovsky – a vida é sonho, sem nata, sem valsa. Se não assumirmos essa contingência da natureza humana, não há milhagem que nos tire do lugar. Os sonhos nos ensinam que os personagens mais incríveis são aqueles que se impõem, sem que saibamos de onde vieram. Mostram que perdemos o passado a cada minuto, mas que vivemos às voltas com ele, atrás da chave que nos trará de volta ao ponto. Quanto aos fantasmas, quem não os vê? Viajamos atrás deles para conseguir voltar para casa. É disso que nos fala Nico e seu incrível narrador, um cara que por sorte sabe pouco de si.

José Carlos Fernandes é jornalista e professor universitário
(Fonte Tombomachay, no Peru - Foto: Roberto Nicolato)


terça-feira, 27 de agosto de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A caminhada ou O homem sem passado


Trilha sem começo

Romance de viagem do jornalista mineiro radicado em Curitiba, Roberto Nicolato, conta a história de um homem em busca do passado e de sua  identidade.

Livro de estreia do jornalista e professor Roberto Nicolato, o romance “A caminhada ou O homem sem passado” (Editora Blanche) conta a história de Júlio Saboia, um professor que vai em busca de sua própria identidade, numa viagem pelos locais sagrados da Bolívia e do Peru, entre eles o sítio arqueológico de Tiahuanaco e Machu Picchu. A aventura começa quando o protagonista deixa a cidade onde mora, completamente sem memória, levando na mochila apenas as passagens e um mapa com o trajeto que será percorrido. Já na cidade de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, é recepcionado por Glória, uma boliviana católica que  lhe servirá como seu anjo da guarda.
Posteriormente em solo boliviano, encontra-se com Lídia e Daniel. Lídia é um mulher misteriosa,  que carrega uma paixão obssessiva por Júlio e que, ao longo do trajeto, será um elo importante do protagonista para com o seu passado. Ela leva consigo cartas, fotografias e objetos pessoais da infância e da adolescência de Júlio e os oferece, aos poucos, principalmente durante seus sonhos e devaneios. E assim, o protagonista ao mesmo tempo em que avança nessa viagem pela geografia dos lugares sagrados dos Andes e resgata a sua história de vida , também torna-se refém dos desejos de Lídia.
         Júlio, por sua vez, também conhece o estudante de arqueologia Daniel no chamado trem da morte,  ainda no início da viagem, em Porto Quijaro, na Bolívia. Será seu amigo inseparável e que, despretensiosamente, livra o protagonista de algumas armadilhas executadas pela obssesiva Lídia, além de levá-lo a participar de alguns rituais da cultura inca, na companhia do guia boliviano Juan.
Tendo como pano de fundo a cultura e os rituais dos incas e aymarás, as trilhas da mítíca e sofrida América Latina, o romance de viagem “A caminhada ou O homem sem passado” remete o leitor a algumas reflexões, como o sentimento e o sentido de se viver numa constante despedida, uma característica que é intrínseca à própria condição humana; os limites da fronteira entre a realidade e o sonho e até que ponto a memória é um retrato da realidade ou construção do que realmente se sucedera.
Utilizando-se da intertextualidade e de uma narrativa em primeira pessoa e que alterna diferentes espaços-temporais, marcados pelo uso do flashback e de elipse, a obra “A caminhada ou O homem sem passado” é ainda um libelo à busca da liberdade,  do  autoconhecimento e do sublime.

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Livro disponível nas Livrarias Curitiba (www.livrariascuritiba.com.br)
Curitiba (PR) ou diretamente com o autor pelo e-mail nicolato77@gmail.com.