A isto se chama destino: estar em face do mundo, eternamente em face (Rilke)
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sexta-feira, 10 de agosto de 2018
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Invenção
A cor
da água
flui
vaga, rosa,
(mente)
pelas ruas,
vindo
soturna:
cor(ação).
A
mola do mundo,
solta
no caos.
Imprecisas
retinas.
O
corpo na cerca,
estendido
no fio
de
arame:
holo(caos)to.
Violetas,
violas
invento:
Um peixe
anarquista no aquário!
(Foto: Raquel Santana)
domingo, 12 de março de 2017
NEM TUDO SÃO
ROSAS
Ela curvou as patas,
Lambeu por instantes
Com a língua ácida
O pelo macio,
Como um arminho
Pronto para ser coroado.
Sinistra, no silêncio
Concluso que é seu,
Atirou-se contra o vento
Em busca de pássaros,
De penas, assim que a
Lua rompeu no oceano.
Apresentou-se pra mim
No mundo em que se organiza
Como ser sem mácula.
Inocente e inesperada,
E cravou suas unhas no
Coração dos homens
Como uma roseira
Repleta de espinhos.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
ÁGUAS DE VERÃO
Águas de verão,
pra que tantas?
Se o solo já se encharcou,
os rios transbordaram
e as ondas, sob
invadiram
a restinga.
E quem assim a fez,
desordem natural,
de um tempo tardio,
que se esparge e
invade meu cérebro:
sonoras intenções.
Água cantando, chuva,
intermitente,
No coração, que
ouso escutar...
E me atormentam
Mais que tempestades.
Chuvas que molham
minha alma. Doçura
do mito, embriaguez.
Águas de pura letargia
Nesse dia movediço.
São águas de um
verão tardio.
Que encharcam
meus poros,
Canais irrigados
de lembranças...
Presente que
se faz passado...
Chuva que o
outono prenuncia.
O mar é seu instante,
último caminho.
Águas pra
Que tantas?
Se os muros
ruíram...
Se os muros
ruíram...
Se meus olhos
Inundaram-se
nessa torrente
de desejos
e dúvidas.
Poema e foto (Pontal do Paraná): Roberto Nicolato
Poema e foto (Pontal do Paraná): Roberto Nicolato
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